Caros amigos... já não vinha cá à uns tempos......
Após uma viagem de carro entre casa e o trabalho deparei-me com esta linda música que passava na Antena 3 - Laboratolarilolela.
Espero que esta POESIA vos anime o fim de semana, e quiça o resto das vossas vidas....
quase dá vontade de ir comprar o CD... para rir mais um bocado....
Poesia para os amigos
Publicada por zeni à(s) sexta-feira, abril 18, 2008 1 deixaram Buquados
From Bremen,
Já não fazia isto há muito tempo. Escrever. Pôr uma parte de mim visível a todos os que têm partilhado a minha vida nos últimos tempos. Têm-me pedido para deixar aqui algumas palavras mas até hoje os assuntos têm-me faltado. Não por escassez de tempo ou falta de vontade, mesmo porque as palavras não fluem do jeito que eu gosto. Espontâneas. Quando tudo é forçado a mensagem perde-se.
Felizmente hoje acordei com o estímulo certo para que os dedos começassem a pressionar o teclado quase de olhos fechados. Bastou uma música para que me decidisse a dedicar este pequeno texto a todos vocês. Cada um por diferentes motivos mas todos pela mesma razão.
Toda a vida, que ainda não é longa, ouvi dizer que só quando se está longe é que se percebe a magnitude de tudo o que deixamos para trás. Mas tal como outras teorias que nos são impostas diariamente também sobre esta estava relutante; seria mesmo verdade? Ao fim de tão pouco tempo distante de todos vocês, tenho de admitir que o sentimento é bem real. Uma virtude desta língua é possuir a palavra correcta para definir exactamente o que me vai na alma: saudade. Que só agora sei o que deveras significa.
Talvez fosse simples superar as saudades se sentisse falta de coisas que se tornam banais pela frequência com que são feitas; ver um filme, jantares, cafés, festas, discussões sobre a real capacidade do homem para proporcionar romantismo ao sábado à noite. Tudo isto é saudade quando temos a noção de que as podemos eliminar num curto espaço de tempo. Mas o que eu sinto já ultrapassa largamente essa escala.
O sorriso ou o riso incontrolado. A energia (transmitida), a aparente robustez de um temperamento e o seu lado frágil. Um olhar. Um abraço, um toque, um aperto de mão. Um beijo. Faltam-me estas e muitas outras pequenas coisas. Faltam-me as partes constituintes de um segundo, a base de um momento.
Faltam-me todos vocês. E não há dia que passe que não pense nisso.
Beijos e abraços (distribuídos segundo o sexo dos receptores – porque nem a distância me altera gostos pessoais),
James
Publicada por James à(s) segunda-feira, abril 14, 2008 3 deixaram Buquados