A língua Portuguesa é, como todos sabemos, de difícil domínio e extremamente traiçoeira. Basta pensar que em menos de 30segundos estamos a pronunciar correctamente a expressão “fuck you”, mas um inglês não consegue dizer “vai-te foder” sem parecer que lhe faltam um par de músculos e um bocado de osso no maxilar inferior. Pôr um estrangeiro a falar português é como ir ao hipermercado com o Marques Mendes e pedir-lhe para tirar uma garrafa da prateleira de cima sem usar o carrinho como degrau...Voltando ao assunto, podemos constatar uma das maravilhas da língua portuguesa quando somos apresentados a alguém.
O que acham que se deve dizer? “Prazer” ou “Muito gosto”?
“Prazer”... quando um homem diz isto a uma mulher, mesmo que sem segundas intenções, ele está, na verdade, a pensar já nas sextas intenções; desde o primeiro momento, numa tentativa de mostrar o futuro. No fundo, antes de ela dizer se é lésbica já o gajo está de calças na mão. Chama-se a isto “ejaculação cerebral precoce”, muito recorrente no espécimen masculino.Por outro lado, temos a hipótese de ser a mulher a dizer “Prazer”, ao que o homem muito bem educado responde “o Prazer é todo meu”. Pois, meus caros amigos, acabam de cair numa ratoeira! Ao dizer a uma mulher “o prazer é todo meu” estamos a acelerar um processo de irritação feminina documentado em momentos como aquele em que, quando chega o verão, tentam vestir o bikini do ano anterior e este já não serve.
Assim, quando conhecerem alguém digam “muito gosto”. Evitam problemas. Se mesmo assim preferem arriscar, experimentem perguntar à Maria Elisa o que ela tem a dizer sobre o assunto. Afinal, tem mais experiência do que eu a explicar as maravilhas da língua portuguesa. Eu cá aproveitaria para utilizar as duas da melhor maneira possível. Neste momento lembro-me de algo do tipo “Boa noite ......... (a preencher com nome feminino). È com Muito Gosto que lhe darei o maior Prazer”.





